Vamos fazer negócio?

Quando eu era criança, montei meu próprio empreendimento. Vendia doces e gibis na escola. O negócio correu de vento em popa, com produtos de qualidade e clientes satisfeitos. Modéstia à parte, levava jeito pra coisa. Só tive que parar porque a coordenação do colégio não aprovou minha iniciativa. Se eu fosse fazer um paralelo de gente grande, diria que foram os entraves da máquina pública que impediram a continuação do meu negócio.

Mas a verdade é que eu não montei meu empreendimento pela grana, mas pela dinâmica de fazer negócios. O que isso tem a ver com o post de hoje? Vamos conversar um pouco mais.

Lembro bem da primeira empresa que abri para um cliente. A sociedade foi constituída, cresceu, abriu escritório grande, contratou funcionários. Descobri que colegas de colégio e amigos distantes tinham sido contratados como empregados dessa empresa. A mesma que vi nascer, que surgiu para o mundo a partir do contrato social do meu computador.

Essa experiência me fez ver que eu poderia fazer a diferença, ser útil no processo de geração de riqueza e participar da vida das pessoas, viabilizando novos negócios.

No começo, quando era estagiário, não era remunerado por produtividade. Mesmo assim, sempre quis me envolver em diversos projetos. Não queria só torrar a bolsa e curtir o glamour da advocacia empresarial. Queria aprender na prática a negociar contratos complexos, ver como os empresários pensavam, as informações reveladas e a linguagem utilizada para proteger os seus interesses legalmente.

Aí ficou muito claro que o que eu gostava mesmo era de fazer negócio, business. Fechar uma operação, abrir uma nova empresa, transferir a propriedade de ativos, registrar marcas, distribuir dividendos, negociar participações societárias, receber investimento, contratar financiamento etc.

Minha mentalidade sempre foi business-oriented, pró-negócio. Na prática, quero dizer que o desafio pra mim não é encontrar problema em uma operação, mas a solução para viabilizar o negócio.

Lembra que eu falei sobre meu primeiro empreendimento? Se a minha brincadeira de criança era vender guloseimas e revistas, na vida adulta encontrei esse mesmo entusiasmo fechando negócios, aplicando conhecimentos acumulados ao longo de anos de estudo e prática em operações societárias e negociação de contratos.

Dei o pontapé inicial no Lei do Jogo em meados de 2016 (primeiro post aqui). Com os comentários e mensagens de vocês, confirmei que, ao fornecer munição para a batalha, é possível adotar uma postura ativa, ciente das regras do combate.

Espero que 2017 seja um ano de bons negócios – pra você e pra mim. Seremos parceiros nessa jornada, tratando de questões do mundo do empreendedorismo que afastam você da sua motivação original.

Convido você para o desafio de empreender de outra forma, dominando a #leidojogo, para ter sucesso nesse jogo de adulto. Conte comigo!

Quando eu era criança, o meu problema pra fazer negócios foi a coordenação. E o seu obstáculo, qual é? Medo de perder dinheiro, de não estar preparado? Deixe abaixo o seu comentário! Aproveite pra me mandar uma pergunta ou sugestão de tema.

Abraço,